10 de julho de 2012

Resenha: A Passagem

Autor: Justin Cronin
Editora: Sextante
Edição:
 1/2010
Número de Paginas : 816


Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos traços de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue. Depois, o inimaginável: ao escurecer, o caos e a carnificina se instalam, e o nascer do dia seguinte revela um país – talvez um planeta – que nunca mais será o mesmo. A cada noite, a população humana se reduz e cresce o número de pessoas contaminadas pelo vírus assustador. Tudo o que resta aos poucos sobreviventes é uma longa luta em uma paisagem marcada pelo medo da escuridão, da morte e de algo ainda pior. Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao apocalipse. Mas, para Amy, esse é apenas o começo de uma longa jornada – através de décadas e milhares de quilômetros – até o lugar e o tempo em que deverá pôr fim ao que jamais deveria ter começado. A passagem é um suspense implacável, uma alegoria da luta humana diante de uma catástrofe sem precedentes. Da destruição da sociedade que conhecemos aos esforços de reconstruí-la na nova ordem que se instaura, do confronto entre o bem e o mal ao questionamento interno de cada personagem, pessoas comuns são levadas a feitos extraordinários, enfrentando seus maiores medos em um mundo que recende a morte.

...

Primeiramente, gostaria de dizer que esta resenha, com toda a certeza, foi a mais difícil para mim até agora! Este livro é simplesmente espetacular, e por isso, é praticamente impossível escrever sobre ele. Mas é preciso fazê-la então aí está como o prometido... Aproveitem!
Justin Cronin, definitivamente, superou as minhas expectativas... É um livro de ficção científica, misturado com um pouco de tudo (aventura, romance, ação, suspense) que impressiona e entretém o leitor a cada página, a cada linha, a cada letra. Estava sem coragem para começá-lo, afinal são 816 páginas, mas quando comecei não me arrependi nem um pouco, e não parei mais.

A história é narrada em 3ª pessoa, o que não me agrada muito normalmente, mas que aqui se encaixou perfeitamente. Quatro norte americanos, com câncer terminal, foram escalados, pelo governo, para fazer uma expedição na Bolívia na qual, talvez, encontrariam um “vírus” que pudesse, não somente, curá-los do câncer, mas também, entregá-los “super poderes” (viver eternamente, força incomum, agilidade, etc). Este vírus foi encontrado, porém os viajantes ficaram expostos à radiação por muito tempo, o que acabou os levando à morte. Então o departamento de estudos científicos dos Estados Unidos, aderiu à pesquisas, para poder criar um exército de soldados imbatível.

Mas é claro: todo experimento precisa de cobaias, neste caso, cobaias humanas. O agente Brad Wolgast, do FBI era o responsável por levar prisioneiros, condenados à morte para se tornarem objetos de pesquisa, até que ela foi escolhida. Amy, uma garota de apenas 6 anos, abandonada pela mãe e órfã de pai, estava com sua vida nas mãos de desconhecidos. A experiência com vírus não obteve resultado algum, gerando criaturas bizarras, com pele e olhos fluorescentes, com grandes garras e dentes, rápidos feitos panteras, fortes como leões, e adoradores de sangue. A garotinha era a última chance do governo, mas antes que eles pudessem ver o resultado, todos os “vampiros” foram libertos, e o mundo parou.

100 anos depois, Peter Jaxon , Vigia Pleno da Primeira Colônia, em uma de suas expedições, na qual estava fugindo dos virais (ou vampiros, ou voadores, ou dracs) foi salvo por uma andarilha (pessoas sós que viviam fora das sociedades), uma menina com pouco mais que 14 anos, de cabelos negros e olhar inocente. Esta garota era Amy, “A Garota de Lugar Nenhum”. A partir daí, Amy vive enormes aventuras e grandes perigos, e revela a resposta que o leitor espera desde o início: o que é A Passagem. 

Além da história fantástica e de personagens um tanto quanto intrigantes, Cronin nos fascina com seu jeito único de escrever. Gostei muito do modo com que o autor faz a passagem do tempo e como faz os fatos se tornarem tão reais. O livro é dividido em 11 partes, e no começo de cada uma delas trás uma poesia, ou trechos de grandes autores.

A Passagem, hoje, está entre os meus favoritos. Espero ansiosa para sua continuação, o livro “The Twelve”, que ainda não possui o título em português, é o segundo livro de uma trilogia, e está previsto para estreia no fim deste ano. É um livro grande, mas que com certeza trás um aproveitamento enorme! É um livro muito bem criticado, e que vale muito a pena ser lido!

Nota: (5)




*Resenha por Fernanda




4 comentários:

  1. Nossa, muito boa sua resenha, Parabéns!
    Já tinha visto alguns comentários a respeito do livro antes, mas, depois de ler isso estou mega ansioso para lê-lo.
    Além da história ser muito legal, gostei da capa também :)
    Abraços,
    Thales

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    Respostas
    1. Aai Thales valeu cara :D hahah MUITO BOM ESSE LIVRO! SÉRIO . HAHAHAHA beeijos .

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  2. Eu já tinha visto alguns comentários a respeito do livro,achei interessante a temática dele e após ler sua resenha me entusiasmei bastante a ler.
    Um abraço!

    Bruno
    http://oexploradorcultural.blogspot.com

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  3. Parabéns! Me conquistou totalmente.
    Quero muito ler o livro porque parece mesmo ser o tipo de leitura que me conquista facilmente. :D
    Achei muito interessante o que ele usou para escrever e já coloquei na minha listinha de próximas leituras.
    Beijão.

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