23 de abril de 2014

Resenha: A Espada na Pedra

Autor: T.H. White
Editora: Hamelin
Edição: 1/2013
Número de Páginas: 256

Seria inconcebível o sucesso extraordinário de histórias como O Senhor dos anéis e Harry Potter sem que, antes delas, existisse a seminal e insuperável obra de T.H. White, O único e eterno rei, da qual A espada na pedra é o primeiro dos cinco volumes. Esta versão definitiva da lenda arturiana, lida e amada por todas as gerações e fonte generosa de inúmeras outras obras no cinema, no teatro e na literatura, é uma influência cultural decisiva do nosso tempo. Este primeiro volume apresenta a educação do jovem Arthur, aqui apelidado Wart, sob o teto de seu tutor, sir Ector, e introduz a figura de seu grande guia da vida inteira, o mago Merlin. Dos cinco volumes que compõem a saga, este é o de maior apelo entre jovens. Ao inaugurar a história, A espada na pedra toca na mais explícita manifestação da permanência da vida humana, a predestinação, que é a garantia da justiça, patrocinada por um poder maior, a divindade. Só esse aspecto já serve para definir O único e eterno rei como um monumento à transcendência enredando os leitores numa teia feita de aventura, agilidade, humor, assombro. O rito de passagem enfrentado pelo jovem que o destino escolhe para ser o rei é a metáfora da luta para merecer a eternidade: aprender os segredos é aprender a ser digno da escolha; e o aprendizado se faz dentro dos princípios da ética e da estratégia.

A Espada na Pedra, primeiro volume da série O Único e Eterno Rei, nos traz a infância e o processo de educação de Arthur, antes de ele se tornar o heroico rei da Bretanha. Arthur ou Wart era apenas um garotinho franzino, bastardo de um Lorde. Sua vida muda completamente quando Merlin um velho mago decide ser responsável por sua educação.

Os métodos usados por Merlin são muito peculiares, ele transforma o jovem Wart em diversos animais, aparentemente por pura diversão e criancice do menino. Mas é notável, que tudo seja proposital. Um exemplo é quando ele transforma o menino em formiga, quem melhor entende de monarquia se não elas?!

T.H. White constrói sua trama com simplicidade, em um primeiro plano a história se distância bastante daquele Arthur épico que conhecemos, o livro passa a impressão de ser uma daquelas animações Disney do século passado, com muito encanto, musicalidade, magias tolas com direito a animais falantes.

Mas o que torna este livro excepcionalmente, um dos melhores e mais completas obra sobre o mito arturiano é justamente essa lentidão em desenvolver o personagem principal. Conhecemos apenas um garoto e suas aventuras, nada de problemas e batalhas sangrentas, tudo é tão puro, inocente.

A escrita, apesar de ser nos moldes clássicos, é extrovertida, ágil, como a mente de uma criança. Acredito que, nos próximos volumes, conforme Wart for amadurecendo à escrita o acompanhe. Já ficou claro que tudo que o autor faz, desde a escrita, situação dos personagens, é tudo proposital e somam para um propósito maior e vindouro.

Não preciso nem dizer que estou empolgado pela continuação!



Nota:(5)



3 comentários:

  1. É um blog encantador encontrei o seu blog enquanto navegava pela net, não li muito, mas gostei do que vi e li,espero voltar mais algumas vezes,deu para ver a sua dedicação e claro sempre aprendemos ao ler blogs como o seu.
    Se me der a honra de visitar e ler algumas coisas no Peregrino e servo ficarei radiante, e se desejar deixe um comentário.
    Abraço fraterno.António.
    Peregrino E Servo.

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  2. Que legal, essa história é um clássico mesmo!
    É a primeira vez que vejo seu blog, estou adorando!
    Se puder dá uma passadinha lá no meu blog, por favor?
    Estou começando agora e adoraria ter sua presença por lá!
    O link é http://entrelinhasdasestrelas.blogspot.com.br/
    Obrigada, beijos! :)

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